Aquele que é considerado por muitos o melhor jogador do mundo continua, pois claro, nas bocas do mundo. Kobe Bryant é mais egoísta que qualquer outro base da NBA? É a pergunta que Tom Ziller, da SB Nation, coloca neste artigo.

Neste gráfico, Ziller analisa a relação entre os lançamentos tentados e as assistências feitas para tentar encontrar os maiores buracos negros (jogadores que absorvem a bola para eles) da liga. Nenhum base (que jogue pelo menos 30 minutos por jogo) lança mais frequentemente que Kobe e quase todos fazem assistências mais frequentemente que ele. Segundo Tiller, Kobe é a definição de buraco negro.
Uma afirmação destas parece claramente negativa quando estamos a falar dum desporto colectivo como o basquetebol. Nenhum jogador quer ser apontado como egoísta. O senso comum diz que jogar bem é jogar em equipa e partilhar a bola com os colegas, certo? Um jogador egoísta não é um bom jogador, não é? Pode não ser bem assim.
E se vos disser que há outro jogador, já retirado, que tinha uma relação lançamentos/assistências ainda mais baixa que Kobe? E que esse jogador se chama Michael Jordan?
Para a esmagadora maioria dos jogadores, lançar tanto e passar pouco é mau, porque isso significa menos eficiência ofensiva. Mas Kobe e MJ não são a maioria dos jogadores. Para jogadores física, técnica e tacticamente tão dotados como eles, lançar tanto pode significar apenas que se conseguem superiorizar ao seu defesa mais vezes que os outros. Os outros jogadores passam mais a bola? Sim, porque não conseguem ultrapassar a defesa da forma que eles o fazem. Porque há duas espécies de buracos negros: os fuços (mais frequentes) e os superiores (estes raros).
Como Tiller conclui no artigo, ser um buraco negro não quer dizer que Kobe seja um mau jogador ou menos valioso para a sua equipa. Não é um julgamento de valor, é apenas um julgamento do estilo de jogo. Como ele diz, "não é uma coisa má. É apenas uma coisa."
Mais achas para a fogueira de Kobe. Usem-nas ao vosso gosto.